Olá do Oriente Médio!

Marhaba!

Mais de um ano depois, esse blog ressurgiu das cinzas. Ele foi invadido por um hacker que ficava postando compulsivamente coisas aqui e eu não conseguia resolver. Depois de acontecer muitas coisas por aqui (que não é mais bem aqui ou aí ou lá) – o problema foi resolvido (por um anjo/profissional, é claro! Obrigada Kid!)

De lá pra cá mudamos de casa em Londres, o @melevalondres começou a bombar, casamos e viajamos pra destinos que sempre sonhamos: Rússia e Grécia. E quando o ano estava todo planejado com lua de mel na Tailândia, visitas em Londres, show do Paul McCartney comprado – a vida nos chamou pra mais uma aventura. Viemos parar em Dubai, nos Emirados Árabes, para uma temporada de três meses.

Foi tudo uma correria: encaixotar a casa e a vida (o que vai junto, o que fica guardado), documentos e de repente o avião estava pousando no meio do deserto. Acho que foi ali que a ficha caiu: ver aquela areia dourada se transformando de longe em arranha-céus. O Burj Khalifa (maior prédio do mundo) realmente é imenso e a primeira vez que eu avistei foi da janelinha do avião. Hoje vejo da janela da minha sala.

Ontem fez exatamente um mês que desembarcamos nessa temporada árabe. Os primeiros dias não foram fáceis. Estávamos muito cansados, o fuso horário era bem diferente e o clima era desesperador – apesar de ouvir por aqui que o tempo já estava melhor. A vida aqui é basicamente indoor (ambientes fechados e não ao ar livre) por conta do calor. E esse foi o primeiro choque de adaptação. Aqui não se caminha na rua. E esse é o primeiro passo que eu dou pra conhecer uma cidade: caminhar.

A melhor descrição que tive até agora da cidade foi: parece que você está nos Jogos Vorazes. Prédios altos, milhares de carros e a cidade fantasma. É difícil ver gente fora dos prédios.

Demoramos muito a entender como a cidade funciona. E a verdade é que acho que até agora não entendemos tão bem assim. Mas não achamos tão fácil de explorar e de conhecer, o que nos deixou bem perdidos no começo.

A cidade é enorme, muito maior do que ia minha imaginação. As coisas são bem espalhadas, não tão óbvias e se você quer sair de casa sem saber pra onde ir ou o que fazer vai acabar no shopping. Não sabe o que comer? Shopping. Não sabe onde encontrar alguma coisa? Shopping. E faz sentindo, porque não adianta ir andar na rua para procurar um restaurante porque não tem ninguém nas ruas, não tem uma rua com restaurantes e lojas. E tem muitos restaurantes em prédios, hotéis. Então se você não sabe aonde ir, não vai chegar. Por exemplo já fomos a um restaurante que era dentro de um hotel, no 2º andar. Um restaurante simples, nada demais. Eu não sei vocês, mas eu jamais teria entrado em um hotel a procura do que comer.

 

Então imagina chegar nessa nova cidade vindo de Londres, onde fazíamos tudo a pé, já sabíamos como ir e vir e adorávamos explorar os bairros, andar pelas ruas e dar uma voltinha no parque depois do jantar?

 

Mas aos poucos fomos descobrindo lugares e sabores. Aprendemos um pouco da cultura local – ainda que menos de 10% da população seja daqui. Tivemos ótimas experiências gastronômicas e uma imersão no islamismo, aprendendo um pouco mais sobre essa religião que é tão pouco entendida e cheia de preconceitos pelo mundo. Durante muito tempo as palavras oriente médio e mulçumanos vinham agregadas da sombra do terrorismo. Mas quando você se permite ouvir e aprender mais, você vê que as coisas são bem diferentes e que no fundo todas as pessoas querem amar e ser amadas. E que as religiões dizem mais ou menos a mesma coisa, só usando nomes, crenças e rituais diferentes: amar o próximo, respeitar, cuidar, agradecer, olhar para dentro e se conectar.

E é isso que estamos fazendo por aqui: nos amando e cuidando, agradecendo pela experiência, respeitando as diferenças. Ainda temos dois meses pela frente e já temos muitas histórias pra contar.

Espero que vocês gostem de acompanhar e que eu possa reviver esse blog compartilhando a vida por aqui e por Londres e nossas histórias de viagens pelo mundo.

Comenta aqui com o que você quer saber sobre os Emirados Árabes Unidos ou se você quer que eu conte de alguma outra viagem que eu tenha feito. Vai ser bom saber que tem alguém lendo aí do outro lado da tela e do planeta terra. Inshallah!

Beijos do oriente,

Ju

 

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Dicionário árabe:

Inshallah quer dizer “Se Deus Quiser”

Marhaba quer dizer “Olá” ou “Bem-vindo” – mas a origem da palavra é linda: Mar = Mestre ou Deus/ Haba = Amor – então Marhaba = Deus é amor

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Vegetariana Viajante

Sou vegetariana desde que nasci. Sim, minha família é vegetariana. Não, nunca comi carne. Nem peixe, nem frango. Não, presunto não é vegetariano. Não, não tenho vontade de experimentar. Não, não me falta nenhum nutriente ou vitamina. Sim, sou super saudável.

Pronto, agora podemos começar. Estas sempre foram as respostas que dei para as mesmas perguntas que tenho escutado ao longo dos meus quase 30 anos de vida. E se você disser que pareço mais jovem que isso, vai me ouvir dizer: é porque sou vegetariana!

Não sou uma vegetariana chata e muito menos super ativista. Respeito as escolhas de cada um, afinal cresci sendo a única diferente. Veja bem, eu nasci assim então pra mim sempre foi muito fácil e orgânico. Eu nunca tive que parar de comer algo, abdicar do meu paladar e cultura. Por isso eu não julgo ninguém: nem os que têm suas dificuldades para parar e muito menos os que nem pensam na ideia de virar vegetariano. (Apesar de acreditar que é uma evolução natural da humanidade).

Mas nunca foi fácil pra mim ser vegetariana, em uma família gaúcha, em um país onde a carne é o prato principal e o resto é acompanhamento. Quantas vezes já fiquei sem ter o que comer em jantares nas casas dos amigos e me virei com macarrão ao alho e óleo, pãozinho do couvert ou abri um sorriso e disse “tudo bem, não estou com fome”.

Batata em todos os formatos: sempre uma boa opção pros vegs

Ser vegetariana sempre foi um desafio. Jantar fora nunca foi tão óbvio. Cozinhar sempre foi uma aventura. E viajar? Ah viajar pode ser torturante se eu pensar nas culinárias tradicionais locais, mas cada vez mais tenho me surpreendido.

Hoje em dia ser vegetariano já não é mais tão incomum. Tenho encontrado muitos estabelecimentos veganos, vegetarianos e também “veg friendly”. Esse último são restaurantes “normais” que estão incluindo em seus cardápios opções vegetarianas. Eu tenho tido a imensa felicidade de me deparar com ótimas opções por aí e quero contar um pouco mais sobre isso tudo aqui no blog para vocês: como é ser vegetariano viajando, como é viver vegetariano em Londres, quais são os restaurantes e lugares que encontro por aí.

Vegburguer em Oxford

Afinal, uma boa opção vegetariana não é só para os que não comem carne, né? Um carnívoro pode muito bem optar e preferir, porque não?

Vem que eu te levo comigo pelos cantos vegetarianos do mundo!

Na Palestina servindo uns docinhos típicos

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2 anos de Londres

Há dois anos cheguei em Londres de vez. Passou rápido? Devagar? Acho que passou exatamente na velocidade que tinha que ser: a minha.

Os primeiros meses foram muito difíceis sim e os últimos foram intensos e corridos.  Morar fora do Brasil não é glamouroso como muitos pensam e envolve sim uma longa fase de adaptação e aprendizagem. É um recomeço: começar tudo do zero. Mas já contei bastante sobre tudo isso lá no #paposobreautoestima do Futilidades.

Se a exatamente um ano atrás me perguntassem “E aí? Tá adaptada?” ou “E aí? Você ama morar em Londres?” – a resposta seria confusa. Eu ainda não tinha uma resposta firme. Era muita saudade, muito frio, baixa auto-estima, indefinição da vida profissional – além de todos os desafios práticos do dia-a-dia.

Hoje eu respondo com mais segurança: é uma montanha-russa. E eu já mudei para a primeira fila e levanto os braços na hora da decida. Ainda tem seus altos e baixos, claro.  Mas adoro adrenalina, os desafios e o mais importante: estou feliz.

O processo de adaptação não se resume só ao clima ingrato da Inglaterra.  O meu maior processo aqui foi sem dúvidas relacionado aos outros.Preciso de gente, sou uma pessoa de pessoas, de relacionamentos. Não é à toa que vim parar aqui por causa de alguém. <3 

Mas deixar meu ciclo de amigos e família foi um grande desafio. Aliás, ainda é. Mas fui encontrando a melhor maneira de me manter próxima e presente na vida de cada um. É um esforço que precisa ser feito dos dois lados. Com alguns funciona melhor do que com outros. Mas descobri que a distância é apenas física e que posso sim estar presente desde os pequenos momentos do dia-a-dia até os momentos mais importantes.

Muitas vezes dói não estar para ver um bebê nascer ou ir em um casamento. Mas também dói não estar para aquele café no dia chuvoso ou para dar aquele mergulho na praia. Mas aí a criatividade vai longe e a gente arruma nossa maneira de almoçar juntos, imprimir foto em tamanho real e ir nos aniversários e contar as novidades por áudios longos. Sim, virei a louca dos áudios e eles jamais terão menos de 30 segundos.

Mas fazer um novo ciclo de amigos e família aqui também foi um desafio. E mais uma vez, ainda é. Tem gente que eu já conhecia do Brasil e que ganhou um novo significado por aqui. Tem gente que eu conheci aqui e que virou família. Sei que sou uma pessoa fácil de fazer novas amizades – sorte a minha. Mas passei a ser a louca das amizades. Aceito qualquer convite para tomar um café com alguém novo. To sempre agitando encontros, passeios e sempre que arrumo motivo: alguma coisa aqui em casa. De preferência que envolva comida brasileira vegetariana.

Mas o fato é que a vida por aqui é muito melhor porque consegui me cercar de pessoas queridas. Já me despedi de muitos mas sempre tem gente nova chegando. Londres é assim mesmo. Mas o fato é que essas pessoas todas que passaram (principalmente as que permanecem) nesses últimos dois anos, fizeram e fazem toda a diferença. Fica aqui o meu MUITO OBRIGADA!

O que mudou? Acho que 20 graus é calor. E que 2 graus não é tão ruim assim. Eu uso menos casacos do que quando cheguei. Uso mais tênis e nunca usei salto desde que mudei pra cá. Mudei a bolsa de ombro pela bolsa carteiro. Falo com mais sotaque britânico do que americano. Repito sem pensar: Excuse me, sorry, please, thank you, cheers.  Ando de bicicleta no meio dos ônibus (ainda com medo). Faço minha própria unha. Sou mais pontual. Faço reservas. Tomo água de côco de caixinha.  Não saio de casa sem checar a previsão do tempo. E aprendi que dia chuvoso não significa ficar em casa. Mas isso é papo pra outra hora. Aprendi muita coisa e sigo aprendendo.

E o que não mudou? Tudo que escrevi aqui, nos meus primeiros meses de Londres, continuam sendo verdade. A cidade é inesgotável. Um filme cheio de histórias, de pessoas, de cultura, de lugares para conhecer, de gostos para provar. Continuo encantada pelo som dos passos no metrô e meu lugar predileto ainda é Southbank.

Londres é movimento. E a velocidade que eu vivo ela é a minha. Às vezes acelero, às vezes freio e diminuo o ritmo. Mas nunca paro. Nem quero! E vem comigo, que ainda tenho muito pra desbravar!

Feliz 2 anos para nós, Londres!

Beijos,

Ju

 

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NeyRail: o trem do Neymar

Nos últimos dias só se falou do Neymar e toda a fortuna que ele vale.

Eu, Barça de carteirinha (sim, é meu time mesmo), achei uma grande besteira ele ter ido pro PSG. Mas sabe-se lá se eu não aceitaria também com toda a grana envolvida. O fato é que ele nem precisa mais de dinheiro algum. Tudo o que ele já tem já é o suficiente pra viver essa e outras vidas.

E no meio dessa semana onde ouvi o nome do Neymar mais vezes que o normal, eu tinha decidido fazer uma daytrip (o famoso bate-e-volta). Resolvi ir até uma cidade charmosa da costa inglesa. Comprei passagens dois dias antes com desconto. Acordei cedo, fui até a estação que estava particularmente lotada. Peguei um trem e quando estava quase chegando em Margate (meu destino final) me veio um sentimento curioso.  Queria que no Brasil tivesse trem que nem tem aqui na Europa.

Estação de King’s Cross St Pancras

Aqui a gente pega trem pra andar pela cidade mas também para sair dela. Vale ir conhecer um castelo fora do centro, uma cidade histórica por perto ou até mesmo ir até o país vizinho passar uns dias. E tudo isso de forma confortável e rápida. Viajar de trem é muito bom!

Fiquei pensando como seria incrível se os paulistas pudessem ir e voltar da praia sem trânsito.  E pros cariocas morar em Petrópolis e trabalhar no Rio? Isso só pensando no eixo Rio-SP. Imagina quanto lugar no Brasil poderíamos conhecer? Cada praia, cada cidade escondida. Visitar amigos e parentes. Atravessar todo o país de trem. Mais uma opção além das rodoviárias e de pegar avião. Um sonho!

Aí pensei no Neymar. E decidi que se eu tivesse todo o dinheiro dele eu faria trens pelo Brasil todo.a

Eu não faço ideia de quanto dinheiro o Neymar tenha. Muito menos quanto custaria esse investimento. Só sei que é muito dinheiro em ambos os casos. Mas deve dar pra fazer bastante coisa.

Imagina só, ter todo esse dinheiro e usar pra fazer algo para encurtar distâncias e possibilitar sonhos? Quantos brasileiros nunca viram o mar? E ir e voltar das cidades vizinhas sem trânsito? Almoçar com a avó que mora no interior? Fazer uma reunião no estado vizinho e voltar no mesmo dia sem ter que pegar um avião?

Acho que seria um baita num investimento na qualidade de vida do brasileiro. Que está merecendo um banho de felicidade no meio desse caos.

E você faria o que com todo o dinheiro do Neymar?

Beijos,

Ju

 

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Frieze: Esculturas a céu aberto

Fui conferir a Frieze Sculpture, a exposição a céu aberto no Regent’s Park em sua primeira edição de verão.

A Frieze é uma curadoria de arte contemporânea que organiza uma das mais importantes feiras de arte, a Frieze em Londres, Nova Iorque e Berlim.

As esculturas estão expostas no English Gardens no Regent’s Park até o dia 8 de outubro e tem entrada gratuita. A seleção foi feita por Clare Lilley (curadora britânica) e inclui 25 obras internacionais dos principais artistas do século XX.

Adoro a ideia de exposições ao ar livre e gratuitas que permitem a interação com o público e com o ambiente. É lindo ver crianças interagindo e adultos sendo surpreendidos com enormes obras de arte em um passeio no parque. Mas confesso que fiquei nervosa ao ver picnics embaixo das esculturas, crianças (e adultos) escalando algumas peças e até um cara utilizando uma das peças para se apoiar e fazer seus exercícios no parque.

E aí vem a “grande questão da arte” – como diria minha cunhada museóloga e consultora de arte da minha vida e do blog Luiza Rache. Qual o limite para a interação? O que cada pessoa sente perante aquela arte?  Qual a interpretação que cada pessoa tem?

E pra você? Qual o limite da interação com a arte? Tem limite?

Ah,  e se for até lá, não deixa de dar um pulo em Primrose Hill. Se você não conhece, siga as placas e surpreenda-se. E depois me conta!

beijos,

Ju


Informações Gerais:

  • A edição de verão da Frieze Sculpture fica aberta até o dia 8 de outubro
  • Endereço: English Gardens no Regent’s Park – clique aqui para ver no mapa
  • O Regent’s Park fica aberto de 5h até 21h30.
  • Me leva? Eu posso te levar para esse e outros passeios por Londres? Entre em contato comigo!

 

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Ju em Londres

Eu nunca me imaginei morando em Londres. Acho que eu sempre tive um pouco de medo daqui. Cidade grande, que nunca para. O centro do mundo.

Vim pra cá pela primeira vez com a minha mãe. Eu tinha 18 anos. Ela morou aqui por alguns meses, mas isso já tem alguns anos. Eu já tinha morado em Barcelona e Paris. Já tinha visitado outras muitas cidades da Europa. Mas Londres, ah! Londres parecia um filme.

Vi os guardas da Rainha, passeamos pelo Hyde Park, entramos em lojas, fomos no Madame Tussauds, Big Ben, Westminster, Tower Bridge e claro: Abbey Road. E eu, uma apaixonada por Beatles, achei que tinha conhecido a cidade.

Quando voltei novamente pra cá, tudo que eu queria era amor. E foi por amor e com amor que eu me apaixonei por Londres. Fui conhecendo melhor e entendendo como essa cidade é inesgotável. Tudo e todos estão por aqui. Lembro do som dos passos silenciosos no metro na hora do rush (ou Peak Time como dizem por aqui). E do quão lindo era ver como uma cidade só pode abrigar tantas culturas, nacionalidades, ideologias. A senhora de cabelo roxo, o pintor saindo da obra e um executivo engravatado: todos juntos sentados no trem. Aos poucos a cidade que parecia me engolir foi se transformando e virando o que hoje eu chamo de casa.

Nunca vou me esquecer do dia que percebi o quanto eu gostava daqui: era uma manhã de verão – devia estar fazendo menos de 30 graus, eu garanto! Saí andando de Elephant & Castle (South East) até o Soho (ali perto da Oxford Street). Andei todo o Southbank (minha parte preferida da cidade até hoje), parei pra escutar os músicos de rua que se misturavam com as bolhas de sabão na frente do Tate Modern (com vista pra St Paul). Atravessei a Waterloo Brigde, passei por Covent Garden e cheguei ao Soho. Comprei uma case de violão pro meu pai e voltei de metrô me sentindo uma rockstar.

Uma vez minha mãe me disse que Paris pra ela era como estar sempre dentro de um cartão postal – ela morou poucos meses aqui e uns 4 anos lá. Nada contra cartões postais, eu mesma amo enviar e receber. Paris é linda, sem dúvidas. Mas eu sou mais cinematográfica: gosto do movimento. Se Paris é um cartão-postal, Londres é um filme. A cada esquina você pode encontrar a Rainha ou o 007. Londres tem movimento, para alguns, até demais.

Aqui o tempo corre, as pessoas não param. Aqui as estações mudam, o transporte funciona e claro, você está a menos de 2 horas de Paris. E de Amsterdam, de Dublin.. e um pouco mais de Berlin, Barcelona, Roma, Lisboa. Porque não?

O fato é que já sou uma apaixonada pela família Real, sonho em tomar um chá da tarde com a Rainha (de preferencia em Windsor), segurar o baby George no colo e ir em algumas festas do Harry.

Adoro como Londres e a Inglaterra tem tanta história pra contar. E não são só as suas histórias, mas a de cada um que está por aqui. Difícil em Londres é estar num pub apenas com ingleses. As diferentes línguas se misturam e todo mundo se entende. É uma cidade global, onde as histórias, culturas e nacionalidades estão por aí: principalmente nas feirinhas de rua – onde você pode encontrar comida de todos os cantos do mundo.

Londres é uma cidade inesgotável. Por mais tempo que você more aqui – é o que dizem, eu acabei de chegar! – você nunca conhecerá a cidade inteira.

Mas a partir de agora, vou dividir com vocês o dia-a-dia daqui, as novidades, os cantinhos escondidos e claro, também tudo que tiver de mais turístico.

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